domingo, 30 de janeiro de 2011

A estrada da vida

noite cai e a possibilidade de assistir ao por do sol e ao folgante encarnado que se mistura com o azul do céu.
Uma busca implacável.
Estava ele com a sua viola ás costas....pela estrada de Mojave.
A estrada era infinita e o sol abrasador.
O horizonte não tem fim....por mais que ele ande....o horizonte está sempre longínquo.
O alcatrão está a arder...e...a estrada não tem fim....
Pedaços de metal são encontrados nesta linha imensa de alcatrão....são dos aviões que morreram naquele cemitério. 
O suor daquele individuo é vaporizado pelo calor sufocante..
Tudo o que lhe é mais importante é a companhia da sua viola....
Ele senta-se a tocar e a musica é ecoada por aquele vazio.
Só posso dizer que é um lutador!


sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Procuro por ti num deserto.

Esta tempestade de areia não deixa tomarmos o rumo que queremos, Se ao menos pudéssemos....
Lidar com deus para deixarmos de sentir esta dor.
Se ao menos pudéssemos lidar com deus pedíamos-lhe para nos salvar, para nos tirar desta tempestade.
Nesta tempestade, o sacrifício é mais do que tudo...é o correr para o inferno.
Fecho os olhos e penso que vai correr tudo bem, fazer com que te sintas segura!
Se ao menos pudéssemos saltar daqui para fora, fugir....
Se ao menos pudéssemos fazer um acordo com deus para que nos vira-se as vidas!
Procurar um sitio onde nos sentíssemos bem.
É uma tempestade que nos afecta o coração, que nos diz o caminho errado que as nossas vidas vão tomar.
Deixa-me estar contigo, não desistas....Se ao menos pudéssemos....


domingo, 23 de janeiro de 2011

Corpos d'agua

Aquele dia que passou.....
Estava bastante frio, a chuva caia e estava tudo escuro....
Não estava ninguém nas ruas, tudo estava calmo, os únicos sons que se ouviam era das gotas frias da chuva a misturar-se com os outros objectos das ruas...
Ali estava eu no meio da rua, todo encharcado, com uma fotografia tua na mão!
Senti que todos os nossos sentimentos estavam a desmoronar-se....
Baixei a cabeça e olhei mais uma vez para o teu retrato, estava desfazer-se....
Parecia que era a ultima vez que te ia ver. Estava confuso.
Pensei naquele instante que alguma coisa pude-se mudar, mas estava enganado.
Estou a desfalecer com a chuva, mas estarei sempre contigo....




terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Cantar pelo momento....

Estava a caminhar sem sentido algum quando vi uma rapariga bastante bonita.
Aquela miúda, os cabelos laranjas dela pareciam brilhar cada vez que ela os movia!
Está frio, os olhos são bloqueados pelo baixo nevoeiro, mas ela estava ali....
Phones nos ouvidos, sozinha naquela zona..
Não soltava qualquer emoção por quem passava há sua volta, parecia nem se importar com o que está há sua volta.....Será do frio?
Ia-me aproximando dela enquanto andava no passeio, ela olhou para mim...reparei que estava a cantar....parecia que a musica estava lhe a mudar o comportamento....Era uma reflexão dela própria!
Baixou a cabeça, fechou os olhos e continuou a cantar. 
Naquele dia gélido pairava musica naquela zona, na sua zona!

sábado, 15 de janeiro de 2011

Nadei nas lagrimas do destino....

Sem saber para onde ir cai neste mistico mar de promessas.
Promessas feitas por aqueles que tambem flutuam nestas aguas.
São aguas que não são tratadas com o devido gosto, ao qual ninguém escapa.
De cor vermelha, povuam todo o corpo, sem caminho certo!
Aconteceu com todos estas "almas penadas" e ao certo irá acontecer comigo, até lá vou fechar os olhos e deixar-me mergulhar bem fundo enquanto a agua bate nos meus calcanhares e nas rochas aonde estou!
Todos estes pagadores de promessas, tiveram o que mereceram de não cumprirem....
Será que também eu prometi?


domingo, 9 de janeiro de 2011

Saxofonista Italiano

1942, São Francisco
Aqui estou a escrever mais uma vez, a minha máquina de escrever está cada vez mais gasta e a minha saude também.
Escrevo este pequeno texto para dizer que o que fiz foi para o bem de toda a nossa familia. Tive de sair de Itália pois era um dos homens mais procurados do pais... A guerraainda não acabou, e por vezes não esqueço dos barulhos das explosões, deixou-me muitas marcas psicologicas.
A América está cheia de novas cores, novos objectos e sobretudo de nova musica....
Gostava de estar ai com vocês, mas devido ás circunstancias em que está a Europa, não me atrevo a mostrar-me...
Arranjei emprego numa fábrica de "construção" de jornais, não sei bem o nome daquilo. Espero que seja temporário porque ando á procura pelos cafés se me dão algum trabalho como saxofonistas, mas está dificil. 
Já tenho uma casa com jardim e um carro azul e branco junto ás cercas da propriedade, e um Buick vermelho descapotavél.
Um dia quando formos muito velhos espero estarmos juntos a ouvir uma boa musica na rádio, quem sabe se não seja eu a tocar...
Espero que estejam todos bem, con tanto amore da tuo marito e tuo padre...
Abbraccio Raffaello Bizness para Giulia e bambinis...


sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Um sonho num campo de batalha...

Num momento senti-me no topo do mundo, transbordava felicidade por todos os lados, tinha-me abstraido de todos os problemas por um bocado....Ninguém me podia aborrecer naquele momento. Todos á minha volta admiravam-me, sorriam, chamavam-me e por vezes aclamavam-me!
Cai num buraco ao qual não tinha saida...e tudo acabou!
Os problemas voltaram, a magoa tambem, parecia que tinha descido para o sitio mais repugnante do mundo, um pedaço de lixo!
Pisado, magoado e sujo não me podia descrever melhor....
Fui deixado de parte por todos, já ninguém me chamava, ninguém sorria, ninguém me admirava tinha perdido o orgulho todo...
Acordei, a transpirar, não passava de um sonho
Agora sou um soldado morto num campo de batalha!


terça-feira, 4 de janeiro de 2011

O Homem da Fraternidade

Num dia em que a chuva caia, as pessoas abriam os guarda-chuvas e outros corriam sobres a calçada molhada para se abrigarem, estava eu junto de algumas pessoas dentro da paragem do autocarro quado observei um homem bastante velho com a barba muito grande e suja que estava aguachado junto de uma arvore.
Ao principio não liguei como todas as pessoas que pareciam ignorar o tal...
Ele andava a pedir alguns trocos para ir beber um café quente,  recorria ás pessoas mais perto dele.
A chuva não parava e o facto é que o homem estava ficar cada vez mais molhado.
Até que no meio das pessoas que estavam cobertas na paragem do autocarro apareceu um velhote que chamou o homem.
Deu-lhe umas moedas e depois disso ofereceu o seu guarda-chuvas!
Todas as pessoas estavam a olhar de lado para aquele momento de fraternidade, até mesmo eu!