quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Um fiel companheiro...

Num pais frio onde tudo parecia branco e cinzento, onde as pessoas eram pálidas e onde os movimentos eram escassos.
Estava a ver através da janela do meu quarto a cidade de uma ponta á outra, estava com um café bem quente na mão a apreciar o som da rádio…
Quando a chávena estava quase vazia vi um rapaz com uma boina e um sobretudo á procura do seu cão e ia perguntando a algumas pessoas que pairavam na rua. O rapaz tinha os seus 12 anos e pelo ar avermelhado da sua cara notava-se que estava naquela missão já á algum tempo. O rapaz mostrava uma fotografia sem cor aos seres que o ignoravam e o deixavam indiferente.
O rapaz baixou os braços de desilusão e sentou-se á beira do passeio…derrepente começou a chover vários flocos de neve, o rapaz começou a olhar para o céu e eu apercebi-me que o rapaz tinha perdido o seu fiel amigo, tinha perdido tudo.
O rapaz ficou naquela angústia vários minutos quando posei a chávena do café em cima da secretária reparei que estava um cão negro na entrada de uma velha casa junto do rio gélido e com tom azul escurecido.
Naquela situação toda tentei abrir a janela para comunicar ao rapaz que o seu velho amigo estava sentado mas parecia que tudo estava contra o tempo a janela tinha ficado cheia de neve e impedia-me de abrir
Alguns momentos mais tarde e já com a noite a cair o rapaz foi em direcção a sua casa que por acaso ficava junto do velho rio da cidade.